Erupções de Setembro de 2010


Planchón-Peteroa, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou que no dia 6 de setembro uma erupção explosiva no vulcão Planchón-Peteroa produziu uma pluma de cinzas que se elevou 1,2 km acima do complexo e se deslocou principalmente para leste até uma distância de 30 km, com algumas partes das plumas indo para N e S.

O SERNAGEOMIN informou que as explosões do dia 6 de setembro foram possivelmente de origem freato-magmática e similares as explosões que ocorreram em 1991. Pulsos de cinzas e gases ocorreram a cada 40-60 segundos durante a erupção. Plumas alcançaram 200 metros acima da cratera e a maior parte das cinzas caiu em uma distância de 10 km na direção leste. Durante os dias 10-13 de setembro, as plumas ascendentes da cratera tinham progressivamente menos cinzas e mais elevadas concentrações de vapor de água. No dia 13 de setembro, o SENARGEOMIN reportou que estudos petrográficos e mineralógicos de cinzas não indicaram a presença de componentes juvenis (magmáticos).

No dia 18 de setembro, imagens de satélite mostraram uma pluma de cinzas se deslocando por 22 km na direção SE e queda de cinzas sobre a neve localizada abaixo da pluma. No dia 21 de setembro, outra pluma de cinzas se elevou até uma altitude de 6,1 km acima do nível do mar e se deslocou para SE. No dia 26 de setembro, análises de imagens de satélites mostraram uma pluma de cinzas a uma altitude de 4,3 km acima do nível do mar e deslocamento para S-SE.

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou que durante um sobrevoo ao vulcão Planchón-Peteroa no dia 30 de setembro cientistas observaram que pluma de cinzas se elevou a 400 metros de altura e se deslocou para leste, difundindo-se sobre uma ampla área da Argentina. Partes da pluma de cinzas se deslocaram para leste e então para NE, deslocando-se por dezenas de quilômetros com uma altitude de 6 km acima do nível do mar. Também, uma pluma difusa deslocou para sul e sudeste a uma altitude de 3 km acima do nível do mar.

O Nível de Alerta permanece em 4, amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nevado del Huila, Colômbia

O Popayán Volcano Observatory (INGEOMINAS) relatou aumento da atividade no vulcão Nevado del Huila nos dias 8 e 9 de setembro. Pulsos de tremores foram associados com emissões periódicas de materiais incandescentes, cinzas e gases. Durante os dias 8-14 de setembro plumas de vapores e ocasionalmente cinzas se elevaram até uma altura de 2 km acima do cume. O Nível de Alerta foi "elevado" para II (laranja; “provável erupção em questão de dias ou semanas”).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nevado del Ruiz, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) reportou um aumento gradual na sismicidade do vulcão Nevado del Ruiz no dia 30 de setembro. Terremotos foram localizados abaixo da Cratera Arenas, a profundidades entre 0,5 e 2 km. O maior terremoto foi de 1,9 graus de magnitude. Uma pluma de gás de coloração branca ascendeu 700 metros acima do cume e um cheiro de enxofre foi sentido em torno da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cerro Machín, Colômbia

Segundo o Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS), Observatório Vulcanológico y Sismológico de Manizales, reportou aumento da sismicidade no Cerro Machín no dia 17 de setembro. Aproximadamente 140 terremotos vulcano-tectônicos, com uma magnitude máxima de 1,85 graus na Escala Richter, foram localizados a sul e a sudoeste do principal domo de lava a uma profundidade entre 2-4 km. O Nível de Alerta permanece em III (amarelo; “variações no comportamento da atividade vulcânica”).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou que no dia 28 de setembro três eventos sísmicos foram registrados no vulcão Reventador. Nuvens impediram observações visuais durante o primeiro evento. Durante o segundo períodos de aumento na sismicidade, observadores notaram que uma pluma de vapor com uma pequena quantidade de cinzas atingiu entre 400-500 metros de altura acima da cratera e se deslocou para N. O terceiro episódio foi acompanhado por plumas de vapores e cinzas que atingiram 2 km acima da cratera e foram deslocadas pelo vento na direção NW. Cinzas caíram sobre o vulcão Reventador nesse dia e também em 30 de setembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que no dia 2 de setembro avalanches de blocos desceram o flanco W do complexo de domos de lava Santiaguito no Vulcão Santa María. Nos dias 2 e 6 de setembro explosões produziram plumas de cinzas que se elevaram entre 500-1.000 metros e se deslocaram nas direções W e NW.

O INSIVUMEH relatou que uma erupção no complexo de domos de lava no dia 11 de setembro gerou dois fluxos piroclásticos que percorreram 3 km na direção SW e depositaram material na drenagem Nimá II. Plumas de cinzas ascenderam a 1 km de altura acima da cratera e foram “sopradas” pelo vento nas direções E e SE. No dia 13 de setembro, plumas esbranquiçadas se elevaram por 100 metros e se deslocaram na direção sul.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Arenal, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou que durante o mês de setembro a atividade originada na Cratera C do vulcão Arenal consistiu de emissões gasosas, esporádicas erupções Estrombolianas e avalanches ocasionais. Residentes nas áreas a norte da montanha observaram material incandescente ejetado das explosões Estrombolianas caindo pelo flanco norte. Chuva ácida e pequenas quantidades de material piroclástico ejetado afetaram os flancos E, NE e SE. A Cratera D produziu somente atividade fumarólica.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Poás, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) relatou que durante o mês de setembro algumas erupções freáticas (sem envolvimento de magma, só aquecimento da água subterrânea) desde a parte central da Laguna Caliente, o lago de cume do vulcão Poás, ejetou material que caiu dentro do próprio lago. Plumas de gases ascenderam desde alguns metros até algumas dezenas de metros acima da superfície da água. A temperatura do domo de lava foi de 810 graus Celsius nas áreas acessíveis.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatory (MVO) reportou que vários fluxos piroclásticos de tamanhos pequenos a moderados foram originados no vulcão Soufriere Hills durante os dias 3-10 de setembro, removendo partes da carapaça resfriada do domo de lava, o que proporcionou a observação através de câmera termal de várias regiões com pontos quentes localizadas sobre o domo de lava. O maior dos fluxos piroclásticos percorreu uma distância de 2,5 km por Gages valley no dia 9 de setembro.

Fortes chuvas geraram lahars durante os dias 19-20 de setembro em Belham valley. Um fluxo piroclástico percorreu 1,5 km na direção leste por Tar River valley no dia 21 de setembro. Alguns fluxos piroclásticos originados no lado oeste do domo de lava moveram-se também para W através de Gages valley e Spring Ghaut no período entre 24 de setembro-1 de outubro. O maior dos fluxos piroclásticos se deslocou por aproximadamente 2 km.

O Nível de Alerta permanece em 3, em uma escala que varia entre 1 e 5.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Piton de la Fournaise, Ilha de Reunião, Oceano Índico

Segundo o Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPDLF) um lento mas contínuo aumento no número e magnitude dos terremotos no vulcão Piton de la Fournaise começou no dia 14 de agosto e se estendeu até o dia 10 de setembro. Inchamento da área do cume começou no final do mês de agosto. No dia 13 de setembro ocorreu deformação na porção oeste da Cratera Dolomieu e um pequeno número de deslizamentos na cratera. No dia 20 de setembro, um significante aumento nos terremotos foi registrado, ainda que a média da magnitude fosse baixa. Os terremotos foram localizados na base do vulcão Piton de la Fournaise e nas porções W e S da Cratera Dolomieu. Uma crise sísmica no dia 24 de setembro foi caracterizada por várias dezenas de terremotos localizados abaixo da Cratera Dolomieu e ocorreu em conjunção com 3 cm de inflação do edifício vulcânico. O Nível de Alerta foi “elevado” para 1 (provável ou iminente erupção).

No dia 29 de setembro, a sismicidade permaneceu elevada. Os terremotos foram localizados na base do vulcão e inflação do edifício vulcânico foi notada, particularmente no lado leste. Um significante número de deslizamentos foi detectado na cratera. O Nível de Alerta permanece em 1 (provável ou iminente erupção).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sinabung, Ilha de Sumatra, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que no dia 3 de setembro ocorreu uma forte erupção no vulcão Sinabung que fez vibrar casas e árvores situadas nos flancos do vulcão, e gerou uma pluma de cinzas com 3 km de altura. Outra grande explosão no dia 7 de setembro produziu uma pluma de cinzas que se elevou por 5 km acima da cratera e se deslocou para SE. Fortes vibrações provocadas pelas explosões foram detectadas em áreas situadas a 8 km a SE do centro vulcânico.

O CVGHM reportou que durante os dias 8-11 de setembro o vulcão Sinabung emitiu plumas que variaram de coloração entre o branco e cinza, e ascenderam entre 30 e 100 metros de altura acima da cratera e que geralmente se deslocaram para leste. Medições da deformação do edifício vulcânico durante os dias 8-14 de setembro mostraram uma lenta razão de inflação. Nos dias 12 e 14 de setembro plumas de cinzas ascenderam até altitudes entre 4,3-4,6 km acima do nível do mar.

Durante os dias 15-18 de setembro, plumas de cinzas ascenderam até uma altitude de 4,3 km acima do nível do mar e se deslocaram para W. O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que medições da deformação do edifício vulcânico mostraram uma lenta razão de inflação (inchamento) durante os dias 15-18 de setembro, seguido por deflação (abatimento) nos dias 19-21 de setembro. No dia 20 de setembro, plumas esbranquiçadas ascenderam 30 metros acima da cratera e se deslocaram para NE. 

No dia 22 de setembro uma pluma esbranquiçada atingiu 100 metros de altura acima da cratera. No dia 23 de setembro o Nível de Alerta foi diminuído pelo CVGHM de 4 para 3.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karangetang, Siau, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que durante os dias 1-7 de setembro lava foi vista desde um posto de observação localizado a 5 km de distância do centro vulcânico. A lava fluiu por 75 desde os flancos do vulcão Karangetang. Avalanches se deslocaram por 1,5 km pelas drenagens localizadas nas porções sul e leste da montanha vulcânica. Material incandescente foi ejetado a 350 metros acima da cratera.

 Durante os dias 8-21 de setembro a lava percorreu 500 metros de distância. Avalanches originadas da parte frontal dos fluxos de lavas se moveram por 2 km pelas drenagens na porção sul e leste do vulcão. Nos dias 18-20 de setembro o material vulcânico foi arremessado a 300-500 metros acima da cratera. Queda de cinzas foi reportada nas áreas localizadas a NW da montanha. Nos dias 21-22 de setembro, material incandescente foi transportado em múltiplas drenagens. Atividade explosiva Estromboliana foi observada no dia 22 de setembro e  os materiais vulcânicos ejetados a 50 metros de altura caíram em torno da cratera. Nesse mesmo dia o Nível de Alerta foi elevado para 3 (em uma escala que varia entre 1-4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Merapi, Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) relatou que um padrão de aumento na sismicidade no vulcão Merapi começou a emergir no início do mês de setembro. Observadores posicionados em Babadan (7 km a W) e Kaliurang (8 km a S) ouviram sons de uma avalanche no dia 12 de setembro. No dia 13 de setembro, plumas esbranquiçadas ascenderam 800 metros acima da cratera. Inflação do edifício vulcânico, detectada desde o mês de março, aumentou desde níveis dentro da normalidade para 0,1 até 0,3 mm por dia a uma razão de 11 por dia em 16 de setembro. No dia 19 de setembro, terremotos continuaram a ser numerosos e no dia 20 de setembro o CVGHM aumentou o Nível de Alerta para 2 (em uma escala que varia entre 1-4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que durante o período de 1-7 de setembro a atividade no vulcão Kilauea continuou na região de cume e na zona de rifte leste. No cume, o nível da superfície do lago de lava permaneceu estável no conduto profundo localizado dentro do assoalho da cratera Halema’uma’u; incandescência no conduto foi visível. Plumas originadas a partir do conduto se deslocaram para SW, precipitando pequenas quantidades de cinzas e tefra em zonas a favor do vento.

Na cratera Pu’u ‘O’o, incandescência foi emanada foi visível desde um hornito ativo sobre o assoalho norte. No dia 4 de setembro a lava começou a fluir ao longo da margem sul do fundo da cratera e foi ativa até o próximo dia. Na zona de rifte leste, a lava fluiu através do sistema de tubos de lava TEB alimentando fluxos superficiais menores do que na planície costeira, bem como no ponto de entrada no oceano Puhi-o-Kalaikini.

Na semana entre os dias 8-14 de setembro foram observados os mesmos fenômenos identificados na semana anterior, mas com três fatos novos: na cratera Pu’u ‘O’o, a incandescência foi originada desde um fluxo de lava sobre o piso SW da cratera em várias noites; no dia 9 de setembro, um fluxo de lava inundou o lado oeste do assoalho da cratera; e na zona de rifte leste, as lavas que fluíram através do sistema de tubos de lava TEB alimentaram principalmente o ponto de entrada no oceano Puhi-o-Kalaikini.

Durante os dias 15-21 e 22-28 de setembro, a atividade no vulcão Kilauea continuou na caldeira do cume e na zona de rifte leste. Na caldeira do cume, o nível da superfície do lago de lava localizado no conduto profundo dentro da cratera Halema’uma’u permaneceu estável a maior parte do tempo, a uma profundidade de 160 metros abaixo do fundo da cratera; periodicamente a lava ascendeu entre 15-40 metros acima do nível de estabilidade do lago de lava. Incandescência desde o conduto foi visível à noite. Uma pluma desde o conduto se deslocou para SW e depositou cinzas nas áreas próximas. Na cratera Pu’u ‘O’o, incandescência emanou desde um fluxo de lava sobre o assoalho SW durante os dias 16-19 de setembro. Na zona de rifte leste, a lava que fluiu pelo sistema de tubos de lava TEB alimentou principalmente o ponto de entrada no oceano Puhi-o-Kalaikini. Fracas anomalias termais detectadas em imagens de satélites durante os dias 17-19 de setembro sugeriram pouca ou nenhuma atividade de fluxo de lava sobre as regiões de pali e na planície costeira. No dia 26 de setembro, a lava extravasou do sistema de tubos de lava no final da rodovia 130 e produziu um fluxo que se deslocou na direção leste, no sentido de Kalapana Gardens. No próximo dia, a lava fluiu em lenta velocidade e preencheu as áreas deprimidas ao sul próximas de Hawaii County.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakura-jima, Kyushu, Japão

Explosões no vulcão Sakura-jima nos dias 1-5 e 7 de setembro produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 1,5-3,4 km de altura acima do nível do mar e se deslocaram nas direções W, NW e N. Nos dias 8, 10 e 15 de setembro, explosões produziram plumas que se elevaram entre 1,5-1,8 km de altura acima do nível do mar.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Suwanose-jima, Kyushu, Japão

Explosões ocorreram no vulcão Suwanose-jima nos dias 11, 19-21, 22, 25 e 27-28 de setembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Papua Nova Guiné, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) reportou que durante os dias 5-7 de setembro plumas de cinzas foram observadas ascendendo da Cratera Sul do vulcão Manam. Uma pequena queda de cinzas foi reportada sobre a parte NW da ilha. Variáveis quantidades de vapores esbranquiçados, algumas vezes manchadas de azul, se elevaram da Cratera Principal.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Ekarma, Ilhas Kurilas, Rússia

No período entre 1-13 de setembro, o Sakhalin Volcanic Eruption Response Team (SVERT) reportou que a forte atividade de gases e vapores continuou no vulcão Ekarma.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

Baseado em imagens de satélites e informações desde o Aeroporto de Yelizovo, o Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou uma possível erupção no vulcão Klyuchevskoy no dia 3 de setembro. Imagens de satélites subsequentes mostraram emissões de cinzas contínuas. Outra possível erupção no mesmo dia produziu uma pluma que atingiu uma altitude de 5,5 km acima do nível do mar e se deslocou para leste. Durante os dias 4-7 de Setembro as erupções reportadas pelo KVERT e por imagens de satélites produziram plumas de cinzas que se elevaram entre altitudes de 5,2-7 km acima do nível do mar e se deslocaram para NW, E e SE.

Durante o período entre 3-10 de setembro a atividade sísmica esteve acima dos níveis normais e a lava fluiu pelos flancos SW e NW. Imagens de satélites mostraram uma grande e intensa anomalia termal sobre o vulcão. Durante os dias 2-4 de setembro, plumas de cinzas vistas em imagens de satélites se deslocaram por 150 km nas direções S e SW a uma altitude de 6,5 km acima do nível mar. Explosões freáticas sobre o flanco SW foram observadas no dia 5 de setembro e atividade explosiva Estromboliana foi observada durante os dias 5-7 de setembro. Dados sísmicos sugeriram que durante os dias 5-6 de setembro plumas de cinzas se elevaram até uma altitude de 6 km acima do nível do mar. Imagens de satélites mostraram uma possível erupção no dia 12 de setembro que produziu uma pluma que se elevou até uma altitude de 7,6 km acima do nível do mar e se deslocou para SE. No dia 13 de setembro, outra pluma de cinzas atingiu uma altitude de 9,8 km acima do nível do mar e se deslocou na direção NE. Cinzas foram observadas em imagens de satélites durante os dias 13-14 de setembro.

Entre os dias 10-17, 17-24 e 24 de setembro-1 de outubro, a atividade sísmica esteve acima dos níveis normais e a lava fluiu pelo flanco SW. Imagens de satélites mostraram uma grande e intensa anomalia termal sobre o vulcão. Durante os dias 9-15, 20-22 e 24 de setembro, imagens de satélites e observações visuais permitiram a identificação de plumas de cinzas que ascenderam até altitudes entre 6-7 km acima do nível do mar e se deslocaram por 575 km nas direções S e SE. Atividades explosivas Estromboliana foram observadas nos dias 11, 17, 20-21, 23, 25 e 28-29 de setembro. Imagens de satélites mostraram possíveis erupções nos dias 21 e 22 de setembro que produziram plumas de cinzas que atingiram altitudes entre 5,2-6,1 km acima do nível do mar e se deslocaram para leste. As plumas se deslocaram por 60 km na direção W no dia 19 de setembro e por aproximadamente 240 km na direção leste nos dias 20 e 21 de setembro. Plumas de cinzas se deslocaram por 185 km na direção leste no dia 22 e 28 de setembro e por 78 km na direção oeste nos dias 24 e 25 de setembro. O KVERT relatou que a atividade eruptiva no vulcão Klyuchevskoy tem permanecido contínua desde o dia 1 de setembro de 2009

O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 

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