Erupções de Setembro de 2011

Puyehue-Cordon Caulle, Chile

Baseado na sismicidade entre 14-16 de setembro e 18-20 de setembro, o Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou que a erupção na zona de rifte Cordón Caulle, parte do complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle, continua, mas em nível baixo. Embora a forte cobertura do cume por nuvens tenha impedido a observação do conduto eruptivo, imagens de satélites mostraram que a pluma eruptiva se estendeu nesse período entre 40-70 km nas direções E, N e NW. A altura da pluma de cinzas variou entre 3-4 km acima da cratera. No dia 17 de setembro, o primeiro voo comercial aterrissou no aeroporto de Bariloche, em torno de 60 km a SE, desde que ele tinha sido fechado no dia 4 de junho. O Nível de Alerta permanece em Vermelho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Villarrica, Chile

Segundo o Projecto Observación Visual Volcán Villarrica (POVI) a parede SSW da cratera do vulcão Villarrica apareceu coberta com uma fina camada de cinzas no dia 17 de setembro. Uma rápida ascensão no nível do lago de lava (em um conduto de 40 metros de largura) no dia 19 de setembro provocou fusão da neve e do gelo, especialmente na parede sul. Explosões estrombolianas foram observadas no dia 26 de setembro na cratera e depósitos de tefra foram notados na margem leste da cratera. No dia 27 de setembro, incandescência desde o lago de lava foi refletida nas nuvens acima da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Rincón de la Vieja, Costa Rica

No dia 30 de setembro, o Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou erupções freáticas na cratera ativa do vulcão Rincón de la Vieja durante as seis semanas anteriores. Um evento no dia 16 de setembro ejetou sedimentos que cobriram partes superiores da parede N da cratera. Parte do material ejetado caiu sobre os flancos do vulcão e provocou mudanças na qualidade da água ao longo das drenagens e rios da região, até uma distância de 18 km longe da montanha. A morte de várias espécies de peixes foi notada no outro dia e depósitos de sedimentos com 10-15 cm de espessura foram observados a 2 km a norte da cratera ativa. Cientistas observaram durante um trabalho de campo nos dias 27-29 de setembro que o lago interno a cratera mostrava convecção e cor acinzentada devido aos sedimentos suspensos. Entretanto, medições preliminares de deformação do terreno e de temperatura não mostraram nenhuma variação significativa.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatory (MVO) informou que no dia 19 de setembro ocorreu um fluxo piroclástico no lado oeste do domo de lava situado na cúpula do vulcão Soufriere Hills. O Nível de Alerta permanece em 3.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que explosões desde o vulcão Fuego, durante o período entre 13-14 de setembro, produziram plumas de cinzas que atingiram 800 metros acima da cratera. As explosões produziram ocasionalmente ondas de choque que foram detectadas até a uma distância de 7 km. Incandescência foi emanada da cratera e das avalanches de rochas sobre os flancos da montanha. Explosões foram escutadas nos dias 15-16 de setembro. Avalanches de blocos desceram pelos flancos do vulcão e uma pluma de cinzas se deslocou por 7 km na direção oeste. Nos dias 19-20 de setembro, explosões produziram plumas de cinzas que alcançaram 500 metros acima da cratera e foram dispersas na direção oeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa Maria, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que fluxos de lavas foram ativos durante os dias 13-16 de setembro sobre os flancos SW e SE do complexo de domos de lava Santiaguito no vulcão Santa Maria. Avalanches desde a porção frontal dos fluxos de lava também descenderam pelos flancos da montanha vulcânica. Plumas de cinzas foram dispersas nas direções E-NE. Uma explosão, acompanhada por estrondo sonoro, gerou uma pluma de cinzas que ascendeu a 700 metros acima da cratera e se dispersou na direção SW. No dia 15 de setembro, um pequeno lahar foi formado no Rio Nima II. Incandescência foi emanada durante os dias 15-16 de setembro desde fluxos de lavas e desde a cratera nos dias 15-16 e 19-20 de setembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México

Durante os dias 21-25 de setembro o Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) reportou emissões de gases e vapores desde o vulcão Popocatépetl. Uma explosão no dia 26 de setembro ejetou fragmentos incandescentes e produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 2,5 km acima da cratera. Seguindo a explosão, uma série de 11 plumas de gases e vapores contendo pequenas quantidades de cinzas ascendeu da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Osservatorio Etneo – Sezione di Catania informou que após um intervalo de relativa calma de 10 dias, um novo episódio eruptivo paroxismal ocorreu na Nova Cratera Sudeste do vulcão Etna na manhã de 8 de setembro. Este foi o décimo terceiro desse tipo desde o começo do ano; o episódio anterior ocorreu no dia 29 de agosto. Como seus predecessores, este evento gerou uma elevada coluna eruptiva que foi dispersa pelos ventos na direção sul-sudeste, provocando queda de cinzas e lapili em diversas comunidades da região. Além disso, durante este evento o extravasamento de lava ocorreu desde a parte leste-sudeste do cone piroclástico da nova cratera e também desde sua margem norte. Breves e intermitentes emissões de cinzas e vapor de água ocorreram desde diferentes pontos, possivelmente novos condutos eruptivos localizados sobre o flanco norte do cone.

O preludio desse episódio começou com algumas emissões de cinzas desde a Nova Cratera Sudeste no dia 6 de setembro, seguido por um período de calma no dia 7 de setembro. No anoitecer de 7 de setembro, começaram a ocorrer esporádicas e muito fracas explosões Estrombolianas na cratera, que continuaram de forma bastante moderada durante a noite. Quando o dia 8 de setembro raiou, ocorreu uma série de emissões de cinzas que foram seguidas, desde as 5h e 30min em diante, por um rápido aumento na intensidade e frequência das explosões Estrombolianas. Esta atividade gerou fortes detonações que foram audíveis em vários setores da montanha. Simultaneamente a um aumento acentuado na amplitude dos tremores vulcânicos, a locação das fontes de tremores mudou desde sua posição prévia abaixo da Cratera Nordeste para a Nova Cratera Sudeste, movendo-se também em direção à superfície. Por volta das 6h e 30min, a atividade passou desde estromboliana para fontes de lavas, acompanhada pro um aumento na quantidade de cinzas vulcânicas.

Enquanto as fontes de lavas e emissões de cinzas tornavam-se mais e mais vigorosas, às 6h e 50min ocorreu extravasamento de lava, primeiro através de uma depressão profunda na margem leste da cratera, e então, ao longo da fratura que tinha sido aberta no lado sudeste do cone durante o episódio anterior. Este extravasamento de lava foi acompanhado por repetidos colapsos e eventos de queda de rochas desde porções instáveis do cone. Contudo, a partir das 7h e 20min, ocorreram repetidas emissões de cinzas misturadas com vapor de água desde dois ou três pontos localizados sobre o flanco norte do cone piroclástico. A atividade paroxismal começou a diminuir em intensidade entre as 8h e 25min e às 8h e 30min, e cessou completamente às 8h e 45min. Por fim, ocorreu uma série de emissões de cinzas com caráter passivo. Ao mesmo tempo, o fluxo de lava desceu sobre o talude oeste do Valle del Bove. Pequenos fluxos de lavas foram observados por muitas horas após o término da atividade paroxismal, permanecendo confinados as imediações da cratera.

Uma vez mais, o cone piroclástico, que cresceu em torno da Nova Cratera Sudeste durante os sucessivos episódios eruptivos, sofreu variações morfológicas significativas: as margens sul e norte têm crescido em altura, ao passo que degradação e erosão sobre o flanco sudeste tem se tornado mais efetiva. Um grande pedaço de rocha vulcânica foi rotacionado e soerguido formando uma espécie de “espinho” com 20-30 metros de altura, com flancos verticais e subverticais.

O décimo quarto episódio eruptivo na Nova Cratera Sudeste ocorreu no dia 19 de setembro, 11 dias após o evento anterior. Este evento, que ocorreu durante condições de mau tempo, produziu fontes de lavas a partir de vários condutos dentro da cratera e sobre o seu flanco sudeste, fluxos de lavas que se deslocaram no talude oeste do Valle del Bove, um nuvem de cinzas que foi dispersa na direção nordeste por fortes ventos. Queda de cinzas e lapili foram observadas na área ao norte da localidade de Giarre. A principal fase paroxismal durou das 12h e 20min até longo após as 13h e 00min. No anoitecer de 19 de setembro, fraca atividade de “respingos de lava” (spattering) continuou desde um conduto localizado na base sudeste do cone da Cratera Sudeste e fluxos de lavas continuaram a se movimentar pelo talude oeste do Valle del Bove.

O décimo quinto episódio eruptivo paroxismal ocorreu na Nova Cratera Sudeste no anoitecer de 28 de setembro, após um intervalo de 9 dias após a erupção anterior. A má visibilidade, devido às nuvens de chuva, impediu uma observação detalhada do evento, mas a atividade começou lentamente durante a tarde, com níveis de tremores vulcânicos ascendendo exponencialmente, emissões de cinzas e aumento da atividade explosiva Estromboliana originando-se desde vários condutos dentro da nova cratera. A erupção culminou numa breve fase (de 1 hora aproximadamente) de fontes de lavas por volta das 21h-22h e produziu grandes fluxos de lava na direção E e E-SE do Valle del Bove. A erupção terminou próximo das 23h, após um pico na atividade entre às 21h-22h.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report, Osservatorio Etneo – Sezione di Catania e Volcano Discovery

 


Stromboli, Ilha de Stromboli, Itália

Segundo o site Volcano Discovery, a atividade no vulcão Stromboli foi incomumente forte no mês de agosto e no início do mês de setembro. Poderosas explosões desde o conduto NE arremessaram bombas vulcânicas a mais de 500 metros de altura, alcançando as áreas de observação de Pizzo e Bastimento (que permanecem fechadas a maior parte do tempo). Pequenos fluxos de lava intracratera foram observados nesse período.

Fonte: Volcano Discovery


Hierro, Ilhas Canárias, Espanha

O Instituto Geográfico Nacional (IGN) da Espanha reportou que desde o dia 16 de julho a sismicidade no vulcão Hierro tem ficado acima dos níveis normais. Até o dia 7 de setembro mais de 6.200 eventos foram registrados, a maior parte deles na área de El Golfo, com hipocentros localizados a 10 km de profundidade, todos com magnitudes abaixo de 3 graus. A atividade sísmica tem alternado períodos de calma relativa e períodos de elevada energia. A rede local de GPS mostrou deformações da ordem de 2 centímetros. Elevadas razões de fluxo de dióxido de enxofre foram medidas na área anômala.

O IGN reportou mais de 900 eventos sísmicos na ilha Hierro durante o período entre 8-19 de setembro, sendo que três deles foram sentidos pelos moradores. O número de terremotos alcançou mais de 7.200 desde que a atividade anômala começou no dia 16 de julho, com padrões alternando entre relativa calma e período de elevada energia. A rede de GPS mostrou padrões de deformação similares aos das semanas anteriores.

O Governo das Ilhas Canarias decidiu no dia 23 de setembro elevar o Nível de Alerta de verde para amarelo, depois cientistas reportaram anomalias na atividade sísmica e na deformação do terreno. A decisão de aumentar o nível de alerta foi decidido depois que foram produzidos dois terremotos de magnitude 3, sendo que pelo menos um deles foi sentido em várias zonas da ilha. Nos últimos dias parece que a situação no vulcão El Hierro tem evoluído, sendo que a magnitude dos sismos tem aumentado ligeiramente, com os dois terremotos chegando a 3 graus de magnitudes e vários outros com magnitudes de 2,5 graus ou superiores.

A mudança no comportamento sísmico abaixo do vulcão El Hierro se reflete na acumulação de energia liberada pelos movimentos sísmicos. Os epicentros dos sismos, cujo número supera os 7.500 desde o mês de Julho, também têm evoluído nesta reativação vulcânica da ilha. Os últimos terremotos se situam no setor de El Julán e, aparentemente, a uma profundidade ligeiramente maior. Os registros de deformação do terreno mostram uma deformação vertical entre 2-3 centímetros em algumas zonas da ilha. As anomalias na deformação do terreno e no número de sismos podem estar refletindo movimentos de magma abaixo da ilha de El Hierro. Nesta ilha foram produzidas três erupções vulcânicas no vulcão El Hierro nos últimos 10.000 anos.

O IGN reportou mais de 900 novos eventos sísmicos no vulcão Hierro durante os dias 20-26 de setembro, sendo que cinco deles foram sentidos pelos moradores. A magnitude máxima registrada foi de 3,4 graus. O número total de eventos alcançou mais de 8.100 desde o começo da atividade anômala começou no dia 16 de julho. A deformação medida por GPS e a energia sísmica liberada tem aumentado significativamente durante os últimos sete dias.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Ingeniería y Ciencia


Lewotobi, Ilha de Flores, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) elevou o Nível de Alerta para o vulcão Lewotobi Lakilaki, um dos dois estrato-vulcões que compõe o Lewotobi, para 2 (em uma escala que varia entre 1-4) em 22 de setembro devido ao aumento na sismicidade desde 17 de setembro e observações visuais. Ainda que nenhuma variação significativa no vulcão tenha sido observada, plumas ascenderam 15 metros acima da cratera. Visitantes e moradores foram proibidos de entrar em um raio de 1 km do vulcão Lewotobi Lakilaki.

Fonte: USGS Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tambora, Ilha de Sumbawa, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM), baseado em observações visuais e dados sísmicos, reportou um aumento na atividade do vulcão Tambora que começou no mês de abril. No dia 30 de agosto o Nível de Alerta foi elevado para 2 (em uma escala entre 1 e 4). Durante o período entre 30 de agosto-8 de setembro a sismicidade continuou a aumentar. Plumas foram observadas no dia 5 de setembro e ascenderam 10 metros acima da margem da cratera. No dia 8 de setembro o Nível de Alerta foi aumentado para 3 (em uma escala que varia entre 1-4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Ranakah, Ilha de Flores, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM), baseado em observações visuais e análises dos dados sísmicos do domo de lava do vulcão Anak Ranakah desde o mês de dezembro de 2010, aumentou o Nível de Alerta no dia 26 de agosto para 2 (em uma escala de 1-4). Plumas ascenderam a poucos metros acima do domo de lava durante os dias 26 de agosto-7 de setembro. A atividade sísmica continuou a aumentar, o que levou o CVGHM a novamente aumentar o Nível de Alerta para 3 no dia 8 de setembro.

Fonte: USGS Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soputan, Sulawesi, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que a sismicidade no vulcão Soputan diminuiu significativamente após a erupção do dia 14 de agosto até o dia 7 de setembro. As plumas ascenderam 200 metros acima da cratera durante os dias 14-18 de agosto, 150 metros acima da cratera durante os dias 19-28 de agosto, e 100 metros acima da cratera durante o período entre 29 de agosto-7 de setembro. O Nível de Alerta foi rebaixado para 2 (em uma escala de 1-4) no dia 8 de setembro. Turistas e moradores foram proibidos de permanecerem dentro da zona com 4 km de raio em torno da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

Segundo o USGS Hawaiian Volcano Observatory (HVO), o nível da superfície do lago de lava no conduto dentro da cratera Halema’uma’u localizada no cume do vulcão Kilauea flutuou periodicamente no período entre 7-13 de setembro. A pluma de gases desde o conduto continuou a depositar quantidades variáveis de cinzas e ocasionalmente “respingos de lava” nas proximidades. Na cratera Pu’u ‘O’o’, lavas originadas em diversas fontes no assoalho da cratera alimentaram dois lagos lago de lava “empoleirados” (lagos com margens elevadas, que faz com que a superfície do lago fique mais elevada do que o assoalho da cratera) nas partes leste e oeste da cratera durante os dias 7-8 de setembro. Lavas também cobriram a maior parte do assoalho da cratera, ascendendo até 5 metros do ponto mais baixo da margem leste da cratera. Durante os dias 9-10 de setembro uma grande quantidade de lava desde uma nova fonte de efusão na margem nordeste da cratera, cobrindo a maior parte do assoalho. No dia 10 de setembro a lava ultrapassou a margem leste e alimentou um pequeno fluxo de lava. Não muito tempo depois que a razão de efusão diminuiu a lava alimentou somente os lagos de lava. No dia 12 de setembro os lagos de lava extravasaram sobre o fundo da cratera.

O HVO informou que durante o período entre 14-20 de setembro a superfície do lago de lava localizado na cratera Halema’uma’u flutuou e circulou periodicamente. A pluma de gases desde o conduto continuou a depositar quantidades variáveis de cinzas e ocasionalmente “respingos de lava” nas proximidades.

Na zona de rifte leste, na cratera Pu’u ‘O’o, no dia 13 de setembro, a lava do lago de lava leste extravasou a margem da cratera, avançando por algumas centenas de metros. Lava erupcionou dentro do lago de lava oeste e no dia 14 de setembro extravasou a margem oeste da cratera, espalhando-se por várias centenas de metros e cobrindo o flanco oeste de Pu’u ‘O’o. Os fluxos pararam de se mover no anoitecer de 15 de setembro. Nos dias 15 e 16 de setembro, o nível dos lagos de lava desceu por 10-15 metros. Nos dias 17-18 de setembro, o lago de lava oeste ficou inativo, enquanto que a superfície do lago de lava leste borbulhou fracamente e circulou lentamente. A atividade dentro do lago oeste aumentou abruptamente no dia 19 de setembro e, durante os dias 19-20 de setembro, a lava fluiu sobre a parte oeste do assoalho da cratera. No dia 20 de setembro, a lava repreencheu dois pequenos lagos de lava “empoleirados” na margem oeste da cratera, extravasou um dos lagos, e produziu uma fluxo de lava canalizado que avançou 800 metros pelo flanco oeste de Pu’u ‘O’o.

Durante os dias 21-27 de setembro, o HVO reportou que o lago de lava circulou e periodicamente ascendeu e abaixou no conduto dentro da cratera Halema’uma’u, localizada no cume do vulcão Kilauea. Na zona de rifte leste, a atividade foi intensa durante os dias 21-27 de setembro. Na cratera Pu’u ‘O’o, a lava desde o lago de lava W alimentou uma série de fluxos de lava que se deslocaram pelo flanco oeste da cratera durante os dias 20-21 de setembro. Por volta das 2h e 25min de 21 de setembro, a atividade rapidamente diminuiu na cratera e nos campos de lavas do setor W, quando ocorreu o extravasamento de lava pelo flanco leste de Pu’u ‘O’o, ultrapassando a cratera. A nova fissura alimentou um fluxo de lava do tipo ‘a’a canalizado que avançou rapidamente talude abaixo por 2,5 km na direção SE. Um segundo fluxo para W do primeiro começou no outro dia. Além disso, um pequeno fluxo de lava preencheu novamente a base do lago de lava E que tinha sido drenado, ao mesmo tempo em que pequenos fluxos foram ativos na margem W da cratera. O fluxo de lava canalizado ‘a’a alcançou 3,7 km de comprimento no dia 23 de setembro e então parou dentro da Área de Reserva Natural Kahauale’a. A maior parte dos fluxos de lavas ativa se espalhou nas direções S e W de Pu’u Halulu (1,3 km a NE de Pu’u ‘O’o) durante os dias 23-27 de setembro. Pequena atividade de lava voltou a ocorrer dentro da cratera Pu’u ‘O’o, com curtos fluxos de lavas extravasando da base da parede E no dia 25 de setembro e desde a base da parede W durante os dias 25-26 de setembro. A atividade de lava voltou a ocorrer dentro do lago E no dia 26 de setembro. O assoalho da cratera Pu’u ‘O’o subsidiu lentamente entre os dias 25-27 de setembro, abrindo rachaduras na parte N da cratera.

Fonte: USGS Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cleveland, Ilha de Chuginadak, Arquipélago das Aleutas

O Alaska Volcano Observatory (AVO) reportou que uma anomalia termal no cume do vulcão Cleveland foi observada durante os dias 3-5 de setembro. Observações no dia 6 de setembro indicaram que o domo de lava tinha voltado a crescer, alcançando 120 metros em diâmetro e preenchendo o assoalho da cratera. Nesse mesmo dia, o AVO elevou novamente o Código de Cores de Alerta para laranja.

O AVO informou que uma anomalia termal foi visível sobre o domo de lava foi visível durante os dias 8-9, 10 e 12 de setembro. As anomalias sugerem que o crescimento do domo de lava continua.

No dia 20 de setembro, um novo informe do AVO relatou que o domo de lava localizado no cume do vulcão Cleveland  continuou a crescer, alcançando 165 metros em diâmetro, mas ainda totalmente contido dentro da cratera, a 20 metros abaixo da margem da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou durante o período entre 2-9 de setembro a magnitude dos terremotos vulcânicos no vulcão Kizimen permaneceu elevada, com aproximadamente 1.000 eventos registrados diariamente. Imagens de satélites mostraram uma grande anomalia termal sobre o vulcão. Lava sobre o flanco leste continuou a fluir e imagens de vídeos mostraram uma forte atividade fumarólica.

O KVERT informou que a magnitude dos tremores vulcânicos continuou a aumentar durante 9-15 de setembro. Entre 1.200 e 1.500 terremotos foram registrados diariamente. Uma anomalia termal sobre o vulcão foi identificada em imagens de satélites. Lava sobre o flanco leste continuou a fluir e imagens de vídeos mostraram forte atividade fumarólica.

No período entre 16-23 de setembro o KVERT relatou que a magnitude dos tremores vulcânicos continua a aumentar; entre 1.400 e 1.600 foram registrados diariamente. Uma anomalia termal sobre o vulcão foi detectada em imagens de satélite. A lava continua a fluir sobre o flanco leste do vulcão e imagens de vídeo mostraram forte atividade fumarólica.

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante o period entre 23-30 de setembro a sismicidade no vulcão Kizimen continuou elevada com 1.200-1.600 terremotos sendo registrados diariamente. Uma grande anomalia termal sobre o vulcão foi detectada diariamente em imagens de satélites. Um grande fluxo de lava sobre o flanco NE do vulcão continuou a fluir e forte atividade fumarólica foi observada. O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que no dia 24 de setembro uma erupção produziu uma pluma que ascendeu a uma altitude de 6,4 km acima do nível do mar e as cinzas se dispersaram na direção leste. O Código de Cores de Alerta está atualmente em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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