Erupções de Setembro de 2012

Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que uma explosão no vulcão Tungurahua produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 300 metros de altura no dia 3 de setembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nevado del Ruiz, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) e o Observatorio Vulcanológico and Sismológico de Manizales reportaram no dia 5 de setembro que a sismicidade no vulcão Nevado del Ruiz tinha diminuído significantemente, tanto em número como em magnitude dos terremotos. Entretanto, medições de campo e análises de imagens de satélite continuaram a mostrar quantidade significante de dióxido de enxofre na atmosfera. No final desse dia, o INGEOMINAS decretou a diminuição do Nível de Alerta para III (amarelo; que indica “variações no comportamento da atividade vulcânica”).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatory (MVO) informou que no período entre 1-7 de setembro a atividade foi pequena na cúpula de lava do vulcão Soufriere Hills, apesar da sismicidade ter permanecido ligeiramente elevada.  Visões do domo de lava mostraram poucas mudanças, somente algumas modificações na face íngreme oriental, local da formação do fluxo piroclástico em 29 de agosto.

O MVO informou que no período entre 14-21 de setembro a atividade na cúpula do vulcão Soufriere Hills foi pequena, ainda que tenham ocorrido múltiplos eventos de queda de rocha originados no lado oeste do domo de lava. O maior destes eventos gerou um fluxo piroclástico que se deslocou por 1 km. Foram observadas áreas íngremes nas faces leste e oeste do domo de lava. O Nível de Alerta se manteve em 2 (em uma escala que varia entre 1-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

No dia 3 de agosto o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que a sismicidade aumentou no vulcão Fuego no dia 3 de setembro. Durante os dias 03-04 de setembro constantes explosões estrombolianas geraram plumas de cinzas que atingiram 900 metros acima da cratera e deslocaram-se por 8 km nas direções sul e sudoeste. A erupção foi ouvida em áreas a 10 km de distância e fez vibrar estruturas em Panimaché (8 km a SO), Morelia (8 km a SO) e Santa Sofia (12 km a SE). Lava foi ejetada a 100 m de altura e extrvasou sobre a borda da cratera. Fluxos de lava se deslocaram por 3 km pelas drenagens de Taniluyá e Ceniza (S-SO), produzindo avalanches de blocos que voltaram a atingir áreas vegetadas. Um terceiro fluxo de lava se deslocou através da drenagem Las Lajas (SE). Fluxos piroclásticos se deslocaram na direção SE. Plumas de cinzas se deslocaram por 10-12 km nas direções sul e sudoeste, e produzido queda de cinzas em Panimaché, Morelia, Santa Lucía, Cotzumalguapa, Linda Tierra e Popoya.

No dia 04 de setembro, às 17h e 00min, o INSIVUMEH informou que a erupção no vulcão Fuego, que tinha começado 32 horas antes, tinha terminado. Durante os dias 6-11 de setembro, plumas fumarólicas ascenderam 100-150 metros acima da cratera e foram dispersas nas direções oeste e noroeste. Explosões fracas geraram plumas de cinzas que atingiram 300-400 metros acima da cratera e foram dispersas também nas mesmas direções. Durante os dias 08-09 de setembro, tefra incandescente foi ejetada a uma altura de 100 metros, e provocou avalanches nas drenagens Taniluyá e Ceniza. Um lahar com 10-20 metros de largura foi formado na drenagem Las Lajas no dia 9 de setembro, carregando troncos de árvores e blocos de até 1,5 m de diâmetro. Durante os dias 10-11 de setembro um fluxo de lava percorreu 100 metros pela drenagem Taniluyá.

Em um boletim especial no dia 13 de setembro, o INSIVUMEH informou que a atividade aumentou no vulcão Fuego, marcando o começo da sexta erupção no ano de 2012. Fluxos de lava deslocaram-se por 600 metros através das drenagens Taniluyá (S-SO) e Las Lajas (SE), produzindo avalanches de blocos que atingiram áreas vegetadas. Explosões estrombolianas geraram plumas de cinzas que atingiram 3 km acima da cratera e foram dispersas nas direções sudoeste e oeste. Cinzas caíram em várias áreas situadas entre 8 e 86 km, nos setores Sudoeste, oeste e noroeste do vulcão. Explosões geraran sons de estrondos e de emissão de gases, acompanhados por ondas de choque que fizeram vibrar estruturas no flanco sudoeste. Fluxos piroclásticos deslocaram-se pelas drenagens Las Lajas e Ceniza, produzindo plumas de cinzas. O CONRED aumentou o nível de alerta para laranja (terceiro mais alto em uma escala de quatro cores). Cerca de 10.600 pessoas foram evacuadas de comunidades próximas, incluindo Yepocapa, San Juan Alotenango e Sacatepéquez.

Mais tarde naquele dia a atividade diminuiu: sismicidade foi reduzida, plumas de cinzas ascenderam 300 m acima da cratera, menos fluxos piroclásticos foram observados, e a taxa de explosões caiu. Queda de cinzas foi relatada em Panimaché, Morelia e Sangre de Cristo. Fluxos de lava atingiram 1 km de comprimento e 150 m de largura na drenagem Ceniza e 700 m de comprimento e 100 m de largura em Las Lajas. O CONRED observou que os moradores começaram a voltar para suas casas em 14 de setembro.

Durante os dias 14-18 de setembro, as explosões geraram sons de estrondos e plumas de cinzas atingiram entre 400-900 m acima da cratera e foram dispersas por 7-8 km nas direções oeste e sudoeste, provocando queda de cinzas em alguns povoados. Fluxos de lava durante os dias 14-16 de setembro se estenderam por mais de 1,2 km de comprimento na drenagem Taniluyá e 200 m de comprimento na drenagem Ceniza; fluxos não foram observados durante os dias 17-18 de setembro.

O INSIVUMEH relatou que explosões no vulcão Fuego durante os dias 19-21 de setembro ejetaram material incandescente 100 m acima da cratera e produziram plumas de cinzas que atingiram entre 500-1.000 m. Avalanches incandescentes deslocaram-se 600 m pelos flancos. Queda de cinzas foi relatada no observatório, e em Morelia (8 km a SO) e Santa Sofia (12 km a SE). Explosões durante os dias 22-25 de setembro geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 300-800 m acima da cratera e foram dispersas entre 6-10 km nas direções NE, N e NO. Material incandescente foi ejetado entre 75-150 m acima da cratera, e avalanches desceram as drenagens Ceniza e Taniluyá (SSO).

Durante os dias 26-27 de setembro, explosões ejetaram material vulcânico entre 75-150 metros acima da cratera e produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 500-800 metros de altura e se deslocaram por 7 km nas direções norte e noroeste. Um lahar quente se deslocou pela drenagem Ceniza (setor sul-sudoeste) carregando troncos e galhos de árvores e também blocos com até 1,5 m de diâmetro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que explosões no dia 3 de setembro produziram plumas de cinzas que atingiram entre 200-800 metros acima do domo Caliente e que foram dispersas nas direções oeste e sudoeste. Quatro fluxos de lava ativos geraram avalanches de blocos que se deslocaram na direção sul através das drenagens Rio Nima I e Rio Nima II. Em 4 de setembro, lahars quentes se deslocaram na mesma direção, através das drenagens Rio Nima I e San Isidro. O lahar no canal San Isidro que atingiu 30 metros de largura e 2 metros de profundidade, emitia um odor de enxofre, e carregou blocos com até 1 metro de diâmetro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


San Cristobal, Nicaragua

O Nicaraguan Institute of Territorial Studies (INETER) informou que três explosões no vulcão San Cristóbal no dia 8 de setembro produziram plumas de cinzas e gases que ascenderam 1,5 quilômetros acima da cratera e deslocaram-se por 9 km na direção NO. Queda de cinzas foi relatada em nos povoados de El Viejo (18 km O-SO), El Chonco e Ranchería. Mais tarde naquele dia, explosões esporádicas geraram plumas de cinzas que atingiram entre 1,5-5 km e se dispersaram por 50 km nas direções O-NO. Cinzas cairam em uma área de 2.438 quilômetros quadrados, incluindo diversas comunidades. Queda de cinzas foi de 5 cm de espessura em áreas próximas à cratera e até 3 mm de espessura em lugares mais distantes. As emissões de dióxido de enxofre marcaram 3.221 toneladas por dia, bem acima do intervalo normal de 550 a 700 toneladas por dia. Um residente perto do vulcão relatou deslizamentos de terra e queda de pedras na parte norte da cratera. Rochas incandescentes caíram em áreas a noroeste, provocando queimaduras em animais. Residentes em Versalles Arriba, perto da cratera, relataram terem visto uma fissura. De acordo com um artigo de notícias, autoridades evacuaram cerca de 3.000 pessoas. O Sistema Nacional para la Prevención, Mitigación y Atención de Desastres (SINAPRED) informou que os aviões foram desviados em torno de San Cristóbal para outras vias aéreas.

Em 10 de setembro, o INETER informou que após a erupção 08 de setembro a sismicidade diminuiu no vulcão San Cristóbal. As emissões de dióxido de enxofre tinham diminuído desde o dia anterior. Três pequenas explosões de cinzas no dia 11 de setembro geraram plumas de gases e cinzas atingiram 300 m acima da cratera. Uma explosão e um episódio de emissão de  cinzas foram observados algumas horas mais tarde; uma pluma provocou queda de cnizas sobre os flancos. A rede sísmica detectou pequenas explosões no dia 13 de setembro. As emissões de gases de dióxido de enxofre foram acima do normal e semelhante a níveis detectados em 8 de setembro. As emissões de gases de dióxido de enxofre aumentaram em 14 de setembro. No dia seguinte, uma pequena explosão foi observada e plumas de gases foram dispersas na direção nordeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Apoyeque, Nicaragua

O Nicaraguan Institute of Territorial Studies (INETER) informou que um enxame sísmico perto do vulcão Apoyeque começou às 16h e 27min de 6 de setembro, em uma área entre o edifício vulcânico e a cidade de Managua. Após cerca de quatro horas após o inicio do evento, 17 sismos tinham sido detectados; três eventos tiveram entre 2,3-3,7 graus de magnitude e profundidades variando 2,8-6 km. Nenhum terremoto foi registrado em 09 de setembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Telica, Nicaragua

Durante os dias 10-11 de setembro, o Nicaraguan Institute of Territorial Studies (INETER) reportou sons semelhantes a “jatos” desde o vulcão Telica, duas fumarolas incandescentes e plumas de gases e vapores ascendendo 100-200 metros acima da cratera. No dia 11 de setembro ocorreram duas pequenas explosões na cratera. Durante os dias 12-14 e 17 de setembro, plumas de gases atingiram entre 30-150 metros de altura e foi observada incandescência na cratera. Entretanto, medições de níveis de gases nos dias 14 e 17 de setembro mostraram níveis normais de emissão de dióxido de enxofre.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México

O Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) relatou que no início do mês de setembro a sismicidade no vulcão Popocatépetl indicou emissões contínuas de gases e vapores, podendo algumas vezes conter cinzas. Incandescência foi observada durante a noite na cratera. Plumas de gases, algumas vezes com tons azulados, ascenderam até 1 km acima da cratera e foram dispersas nas direções NE, O e SO. No dia 1 de setembro o Nível de Alerta foi diminuído para amarelo, fase II.

Plumas de gases e cinzas continuaram ascendendo entre 1-2 km acima da cratera no período entre 12-18 de setembro. Tefra incandescente foi ejetada a distâncias de até 500 metros e caiu sobre os flancos do vulcão no dia 14 de setembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) informou que durante todo o mês de setembro o lago de lava ascendeu e retrocedeu periodicamente no conduto localizado dentro da Cratera Halema’uma’u. Plumas de gases desde o conduto continuaram a depositar quantidades variáveis de cinzas, spatter e “cabelos de Pele” nas áreas próximas.

No mesmo período acima foi observado poças de lava e incandescência no assoalho da cratera/cone Pu’u ‘O’o e no orifício do tubo de lava localizado na base do flanco sudeste. Fluxos de lavas foram ativos na região de pali e Royal Garden. No dia 14 de setembro  cientistas do HVO estimaram que o lago de lava do conduto leste estava 10 metros abaixo da margem.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakurajima, Kyushu, Japão

Baseado em informações do Japanese Meteorological Agency (JMA), Tóquio VAAC informou que explosões durante praticamente todos os dias do mês de setembro na cratera Showa ejetaram tefra a uma distância de até 1,8 km da cratera e produziram plumas de cinzas que atingiram altitudes de até 3,7 km acima do nível do mar. Em alguns períodos noturnos foi observado incandescência na cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Gamalama, Halmahera, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) relatou que uma erupção freática no dia 15 de setembro, às 20h e 27min, produziu queda de cinzas em Ternate. No dia seguinte, uma erupção às 14h e 15min, foi acompanhada por sons de estrondos. Uma pluma ascendeu 1 km e deslocou-se nas direções sudeste e sul, produzindo queda de cinzas no posto de observação Gamalama cinco minutos depois. Nenhuma das erupções foi observada devido à neblina. O Nível de Alerta foi aumentado para 3 (numa escala de 1-4) no dia 16 de setembro. Visitantes e moradores foram avisados ​​para não se aproximar da cratera dentro de um raio de 2,5 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soputan, Sulawesi, Indonésia

Com base em informações da US Air Force Weather Agency (AFWA), o Darwin VAAC relatou que plumas de cinzas no vulcão Soputan ascenderam a uma altitude aproximada de 9,1 km acima do nível do mar nos dias 18 e 19 de setembro. No final do dia 19 de setembro, outra pluma de cinzas atingiu 2,1 km de altura acima do nível do mar.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tangkubanparahu, Ilha de Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que após a sismicidade no vulcão Tangkubanparahu ter aumentado significativamente nos dias 13 e 23 de agosto, ela flutuou e permaneceu elevada até o dia 6 de setembro; Terremotos foram localizados entre 0,5-4 km abaixo Cratera Ratu e em uma área a oeste, em profundidades entre 4-12 km. As temperaturas do solo na Cratera Ratu mostraram uma tendência crescente no dia 31 de agosto, mas foram gradualmente diminuindo até 5 de setembro. As emissões de gases de dióxido de enxofre foram elevadas em uma área a noroeste da cratera, fazendo com que o CVGHM alertasse os visitantes de não se aproximar da cratera dentro de um raio de 1,5 km. Com base na atividade sísmica, observações visuais, medições de gás, e das temperaturas da água do lago da cratera até o dia 7 de setembro, o Nível de Alerta foi mantido em 2 (numa escala de 1-4).

O CVGHM relatou que durante o período entre 23 agosto a 21 setembro terremotos vulcânicos rasos continuaram a ser registrados em Tangkubanparahu, mas foram menos freqüentes. Outros tipos de sinais sísmicos também diminuíram. No dia 21 de setembro, com base na sismicidade, observações visuais, dados de deformação, medições de gás, do solo e da temperatura da água do lago da cratera, o Nível de Alerta foi reduzido para 1 (em uma escala de 1-4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Anak Krakatau, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que a sismicidade no vulcão Anak Krakatau aumentou novamente no dia 2 de setembro, e que por volta das 18h e 30min desse dia ocorreu uma erupção explosiva do tipo de estromboliana que ejetou lava a 200-300 metros acima da cratera. O Nível de Alerta se manteve em 2 (numa escala de 1-4). Moradores e visitantes foram avisados ​​para não se aproximar do vulcão dentro de uma distância de 1 km em raio da cratera.

Uma imagem de satélite adquirida pela NASA no dia 4 de setembro mostrou fluxos de lavas ativos descendo pelo flanco sudeste do vulcão, estendendo a linha de praia em 100 metros.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Nova Guiné, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) reportou que uma atividade de baixa intensidade e contínua persistiu a ser detectada na cratera meridional do vulcão Manam durante os dias 16-30 de setembro. Principalmente plumas de coloração clara ascenderam da cratera durante os dias 16-24 de setembro, enquanto que nuvens de coloração acinzentadas foram observadas durante os dias 25-29 de setembro. Somente plumas de coloração clara ascenderam da cratera no dia 30 de setembro. Nuvens de cinzas dispersas na direção noroeste produziram queda de cinzas na parte noroeste da ilha. Dois condutos no vale sudeste, logo abaixo da cratera do cume, produziram fluxos de lavas de pequeno volume, canalizados em profundas ravinas na parte superior do vale. Incandescência na cratera foi observada em muitas noites. Fragmentos de lava incandescentes foram ejetados da cratera durante os dias 16-17, 19-20 e 24-28 de setembro. As ejeções foram ocasionalmente contínuas até formarem uma espécie de chafariz (fountaining). Sons semelhantes a rugidos e estrondos foram algumas vezes ouvidos na ilha principal nos dias 16, 21 e 26 de setembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que no período entre 7-28 de setembro um fluxo de lava viscoso continuou a ser extrudido sobre o flanco noroeste do domo de lava do vulcão Shiveluch, e foi acompanhado por avalanches quentes e atividade fumarólica. Imagens de satélite mostraram uma anomalia termal sobre o domo de lava nos dias 9, 11, 13, 14 e 19, 21, 23 e 27 de setembro. A atividade sísmica aumentou no dia 18 de setembro.  Às 11h e 19min, desse dia, observadores notaram que uma pluma de cinzas ascendeu a uma altitude de 8 km acima do nível do mar e que se estendeu nos dias 17-20 de setembro por 2.000 km na direção sudeste. O Código de Cores de Alerta permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Bezymianny, Kamchatka, Rússia

Baseado na análise de dados sísmicos, o Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que ocorreu uma erupção explosiva no vulcão Bezymianny no dia 2 de setembro, das 7h e 16min até às 7h e 45min. Plumas de cinzas ascenderam até altitudes entre 10-12 km e foram deslocadas por mais de 1.500 km na direção leste-nordeste. Uma anomalia térmica observada em imagens de satélite foi muito brilhante antes da explosão. O Código de Cores de Aviação foi elevado para laranja, e posteriormente para vermelho. Mais tarde naquele dia, plumas de cinzas atingiram a altitude de 4 km de altitude e se dispersaram na direção nordeste. Após estes eventos tardios, as emissões de cinzas cessaram. Entretanto, plumas de cinzas continuaram a ser detectadas em imagens de satélite e dispersas por até 450-600 km nas direções nordeste, leste e sudeste. O Código de Cores de Aviação foi diminuído para amarelo. Em 3 de setembro a atividade sísmica foi baixa. Um fluxo de lava viscoso extrudidoa a partir do flanco da cúpula de lava, e foi acompanhado por atividade fumarolica e avalanches quentes.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Grupo Grozny, Ilha de Iturup, Arquipélago das Kurilas

O Sakhalin Volcanic Eruption Response Team (SVERT) reportou que no período 1-10 de setembro, a atividade fumarólica nos vulcões que compõe o Grupo Grozny aumentou., enquanto que no período entre 10-17 de setembro a atividade fumarólica foi de mediana intensidade. O Código de Cores de Aviação permaneceu em amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cleveland, Ilha de Chuginadak, Arquipélago das Aleutas

O Alaska Volcano Observatory (AVO) informou no dia 5 de setembro que imagens de satélite do vulcão Cleveland não mostraram nenhuma evidência de atividade eruptiva desde a última explosão em 20 de agosto. Lava fresca dentro da cratera do cume foi detectada pela última vez em imagens obtidas no início de maio. Assim, o Código de Cores de Aviação foi diminuído para amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Little Sitkin, Arquipélago das Aleutas

O Alaska Volcano Observatory (AVO) reportou que durante o período entre 5-11 de setembro a atividade sísmica foi muito mais baixa do que no pico da atividade durante os dias 29-30 de agosto, mas continuou a ser elevada.  No período entre 11-24 de setembro a atividade sísmica permaneceu elevada. Dois enxames de terremotos foram detectados nos dias 11 e 13 de setembro. O AVO notou no dia 21 de setembro que a frequência dos terremotos diminuíram em relação a semana anterior. O Código de Cores de Aviação permaneceu em amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 

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