Erupções de Setembro de 2015

Cotopaxi, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou que nos dias 2 e 3 de setembro ocorreram emissões de plumas de gases e vapores, com pequenas a moderadas quantidades de cinzas, que ascenderam alguns quilômetros de altura. Ocorreu queda de cinzas em algumas regiões próximas ao vulcão. Análises das cinzas coletadas no dia 2 de setembro mostraram que a maior contribuição de material para as plumas foi das rochas pré-existentes alteradas. Foram notadas várias novas rachaduras na geleira do topo do vulcão, especialmente nos flancos leste e nordeste. Blocos foram depositados nas partes norte e sul da cratera. A geleira circular no topo da parte interna da cratera diminuiu significativamente em tamanho e agora apresenta grandes fraturas. O derretimento das geleiras nos flancos superiores foi acelerado. Correntes de água originadas pelo degelo foram identificadas no flanco norte. Imagens termais revelaram aumento da temperatura nas partes sul e leste da cratera e um aumento significativo na temperatura das emissões (200 graus Celsius). Amplitudes sísmicas não aumentaram, mas sinais entre 3-11 km de profundidade alinhados com o conduto sugeriram ascensão de magma. Áreas com brilho no cume foram observadas durante as noites, possivelmente desde depósitos de blocos quentes. Plumas de gases e cinzas ascenderam 1 km durante os dias 4-8 de setembro e se deslocaram para N e NO.

Durante o período entre 1-8 de setembro, o IG informou que um grande número de eventos sísmicos foram localizados entre 2 e 11 quilômetros abaixo do cume do vulcão Cotopaxi. A sismicidade consistiu de eventos de longo período, tremores e eventos vulcano-tectônicos. Durante os dias 5 a 10 de setembro a energia sísmica diminuiu junto com o tamanho e o conteúdo de cinzas das emissões. Análises de amostras de cinzas mostraram um aumento na proporção de fragmentos juvenis (magmáticos). Durante um sobrevoo no dia 9 de setembro, os cientistas do IG observaram uma pluma de cinzas ascendendo entre 200-300 metros acima da cratera e deslocando-se para oeste. Medições de infravermelho revelaram que as temperaturas estavam muito abaixo daquelas medidas no dia 3 de setembro. Derretimento da geleira sobre os flancos superiores continuaram a produzir correntes de água sobre o flanco norte. Várias novas rachaduras nas geleiras foram notadas. Entretanto, no dia 10 de setembro, o número de eventos vulcano-tectônicos aumentou, com a maior parte dos sismos localizados entre 9-12 m abaixo do cume, ainda que alguns tenham sido rasos, localizados a apenas 4 km de profundidade. Nos dias 11 e 12 de setembro foram observadas plumas de gases e cinzas se elevando até 1,5 km, deslocando-se nas direções oeste e noroeste e provocando queda de cinzas em Machachi e El Chaupi. Durante os dias 14-15 de setembro as emissões de cinzas atingiram 1 km de altura.  Aeronaves foram reorientadas em torno do Cotopaxi para desviar das plumas de cinzas, sendo que a rota mais afetada foi entre Quito e Gayaquil.

Durante um sobrevoo no dia 22 de setembro, os cientistas do IG observaram emissões de pequena energia com pouco ou nenhum conteúdo de cinzas ascendendo 500 metros acima da cratera e se deslocando para oeste. O faturamento continuou na parte superior da geleira do cume do vulcão. A geleira localizada dentro da cratera do vulcão praticamente desapareceu. Algumas áreas de depósitos de deslizamento nos lados de dentro e de fora da cratera foram notadas. A intensa atividade fumarólica acarretou a formação de depósitos de minerais hidrotermais de coloração entre o amarelo e o verde nos flancos sul, sudeste e leste. Imagens termais revelaram a diminuição da temperatura nos condutos dentro da cratera e nas áreas do flanco sul. No período entre 23 e 29 de setembro somente foram observadas plumas de vapores (água e gás), algumas vezes com conteúdo pequeno de cinzas, ascenderam a 2 km de altura e se deslocaram principalmente para oeste e sudoeste. Novas anomalias termais foram identificadas na parte superior da cratera externa, provavelmente desde novos materiais depoisitados.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou um elevado nível de atividade sísmica, incluindo explosões, eventos vulcano-tectônicos, terremotos de longo período, tremores harmônicos e sinais sísmicos indicando emissões, no vulcão Reventador. Infelizmente, a cobertura do edifício vulcânico impediu a observação visual.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou em um boletim especial no dia 21 de setembro que a atividade sísmica e a intensidade das emissões de gases e cinzas aumentaram no vulcão Tungurahua durante as duas semanas anteriores. Uma explosão no dia 19 de setembro gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 2 km de altura. No final daquela noite, fraco brilho incandescente foi observado na cratera. Níveis moderados de atividade foram reportados durante os dias 23-29 de setembro, entretanto o mau tempo na região não permitiu observações visuais. A sismicidade aumentou significativamente no dia 26 de setembro, acompanhada por emissões com elevado conteúdo de cinzas que ascenderam 500 metros e ejetaram blocos incandescentes que rolaram 500 metros pelo flanco noroeste. Queda de cinzas foi reportada em diversas localidades situadas no setor sudoeste do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Ubinas, Peru

O Instituto Geofísico del Perú (IGP) e o Observatorio Volcanológico del Sur (OVS) reportaram aumento na sismicidade no vulcão Ubinas durante o período entre 1-7 de setembro, especificamente um aumento na ocorrência de eventos de longo-período e sinais híbridos. Os tremores aumentaram durante os dias 5-7 de setembro. Uma pluma de vapores ascendeu 1,5 km acima da base da cratera no dia 2 de setembro, e emissões de cinzas foram registradas durante os dias 6-7 de setembro. Esporádicas plumas de gases e vapores foram observadas nos próximos. A sismicidade aumentou durante os dias 20-21 de setembro, com a identificação de eventos sísmicos de longo período e híbridos. No dia 21 de setembro, às 09h e 14min, uma explosão produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 1,7 km de altura e se deslocou nas direções sul e sudeste, provocando queda de cinzas em diversos povoados.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que durante os dias 1-2 de setembro a atividade no vulcão Fuego foi caracterizada por fontes de lava, explosões e queda de cinzas nas áreas ao redor do cone vulcânico. Fluxos piroclásticos desceram pelos flancos do vulcão. Uma pluma de cinzas se elevou a 1,3 km acima da cratera e se deslocou por 15 km na direção oeste. Queda de cinzas foi reportada em diversos povoados e comunidades. A atividade diminuiu durante à tarde do dia 2 de setembro. Três fluxos de lavas remanescentes foram visíveis nas drenagens localizadas nos flancos sul e sudeste do edifício vulcânico.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que uma explosão no dia 5 de setembro no complexo de domos de lava Santiaguito gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 700 metros e se deslocou para sudoeste. No dia  8 de setembro, uma forte tempestade disparou um lahar quente que desceu pelo flanco sul do vulcão. O lahar carregou troncos de árvores, galhos e blocos com até 1 metro de diâmetro, e o fluxo tinha um forte cheiro de enxofre, largura de 20 metros e 1,5 metros de profundidade.

Novas explosões no dia 29 de setembro no complexo de domos de lava Santiaguito geraram múltiplos fluxos piroclásticos, sendo que o maior dos fluxos percorreu uma distância de 4 km pelas drenagens Ángel e Nima I, situadas no flanco leste. Densas plumas de cinzas provocaram queda de cinzas em algumas localidades situadas a oeste e sul do edifício vulcânico.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Telica, Nicaragua

O Instituto Nicaraguense de Estudios Territoriales (INETER) informou que um período de 30 minutos de explosões de intensidade moderada ocorreu no vulcão Telica, no dia 23 de setembro, às 08h e 00min. Abundantes emissões de gases e cinzas inicialmente ascenderam 400 metros acima da cratera e deslocaram-se nas direções oeste e noroeste, mas então diminuíram para 50 metros. Queda de cinzas ocorreu de forma localizada. Novas explosões ocorreram às 16h e 45min e às 16h e 48min. Cientistas em trabalho de campo observaram depósitos de material vulcânico e novas fumarolas sobre o assoalho da cratera. Cinco outras explosões foram detectadas no dia 24 de setembro. Plumas de cinzas ascenderam 3,6 km de altura no dia 26 de setembro e deslocaram-se nas direções oeste e norte. Durante os dias 28-29 de setembro o INETER notou que plumas volumosas de gases ascenderam desde dois condutos localizados no assoalho da bacia.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Piton de la Fournaise, Ilha Reunião, Oceano Índico

O Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPDLF) informou que a atividade vulcânica no vulcão Piton de la Fournaise continuou no mês de setembro. Cientistas observaram no dia 1 de setembro um cone ativo (com 20 metros de altura) preenchendo o lago de lava. Fontes de lava ascenderam entre 15-20 metros acima da superfície do lago e bolhas de gases explodiram. Lavas foram extrudidas através do canal de lava com 50 metros de comprimento e se estendiam por 1 km no total. No dia 2 de setembro a sismicidade aumentou e o comprimento do fluxo de lava aumentou para 2 km. Tremores permaneceram elevados até o dia 5 de setembro, mas começaram a declinar no dia 7 de setembro, embora continuassem elevados até o dia 9 de setembro.

No dia 14 de setembro, o OVPDLF reportou que nos dias anteriores a sismicidade, deformação e emissão de gases se intensificaram. O nível de tremores sísmicos flutuou. Dois lagos de lava foram formados, separados por uma partição. O maior fluxo de lava se estendeu por até 1,5 km de distância. A atividade sísmica, a deformação e as emissões de gases ficaram estabilizadas, mas em nível elevado, no período entre 17 e 24 de setembro. Nesse período somente um dos lagos de lava foi ativo, com o cone atingindo 30 metros de altura. Fontes de lava foram menores e menos frequentemente observadas. Uma pluma de vapor de coloração clara ascendeu dos condutos. Fluxos de lavas continuaram ativos, se deslocando por 3 km na direção sul e menos do que isso na direção leste. Um novo tubo de lava foi formado na área situada a oeste do campo de lava.

A sismicidade aumentou lentamente durante o final do mês de setembro e a deformação mostrou uma subsidência do edifício vulcânico a partir do dia 27 de setembro. Nesse mesmo dia, vulcanólogos notaram fontes de lavas continuas na área da erupção. Pequenos fluxos de lavas foram ativos nesse dia, ainda que as frentes dos fluxos maiores não mostrassem nenhum deslocamento.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O U.S. Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) declarou que a sismicidade abaixo do cume do Kilauea, na zona de Rifte Leste e na zona de Rifte Sudoeste permaneceu dentro dos níveis normais (background) para a região no mês de Setembro.  O lago de lava no conduto denominado Overlook continuou a circular e emitir respingos de lava (spattering). O fluxo de lava denominado de 27 de junho continuou ativo a nordeste da Cratera Pu’u ‘O’o (4-8 km). No período entre 9-15 de setembro câmeras de vídeo registraram múltiplos condutos incandescentes dentro da cratera Pu’u ‘O’o. Um pequeno lago de lava permaneceu ativo na cavidade sobre a parte oeste do assoalho da cratera no período entre 23-29 de setembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Asosan, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) reportou que no dia 3 de setembro uma erupção de pequena escala ocorreu na cratera Nakadake do vulcão Asosan e produziu uma pluma esbranquiçada que atingiu 200 metros de altura acima da cratera. Durante um sobrevoo no final daquele dia, cientistas constataram que o evento foi originado na parte sudoeste da cratera e que pequena queda de cinzas ocorreu. Uma pluma esbraquinçada ascendeu 400 metros no dia 7 de setembro. O Nível de Alerta permaneceu em 2 (em uma escala que varia entre 1-5).

Durante os dias 10-11 de setembro outra erupção de pequena escala gerou uma pluma que ascendeu 500 metros acima da cratera e se deslocou nas direções sul e sudoeste. Vulcanólogos observaram, no dia 11 de setembro, depósitos de sedimentos vulcanoclásticos em torno do conduto. No dia 14 de setembro uma explosão de moderado porte produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 2 km, levando o JMA a elevar o Nível de Alerta para 3. Ocorreu queda de cinzas em diversas áreas. Durante um sobrevoo, cientistas observaram que os depósitos de fluxos piroclásticos originados na explosão do dia 14 de setembro se estenderam por até 3 km sobre o flanco sudeste. Foi estimado por cientistas da Universidade de Kumamoto que foram ejetados em torno de 4 milhões de toneladas de cinzas naquele dia. Segundo o JMA, a erupção continuou no dia 18 de setembro, com plumas de cinzas ascendo a 900 metros.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sinabung, Indonésia

O Pusat Vulkanology dan Mitigasi Bencana Geologi (PVMBG) informou que o crescimento do domo de lava na cratera do cume do vulcão Sinabung continuou no mês de Setembro. Fluxos de lava sobre os flancos se deslocaram por até 2 km de distância nas direções sudeste. O número de fluxos piroclásticos diários variou até no máximo 11 eventos. Os fluxos piroclásticos movimentaram-se por uma distância de até 4 km nas direções leste e sudeste e geraram plumas de cinzas que ascenderam a 4,5 km de altura. A sismicidade consistiu de sinais de avalanche, eventos de baixa frequência e híbridos, tremores, eventos tectônicos e terremotos vulcânicos. O Nível de Alerta permaneceu em 4 (em uma escala que varia entre 1 e 4), indicando que as pessoas localizadas dentro de 7 km no setor sul-sudeste do vulcão, e também em 6 km no setor sudeste-leste , poderão ser evacuadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karangetang, Indonésia

O Pusat Vulkanology dan Mitigasi Bencana Geologi (PVMBG) informou, baseado pelas observações do Karangetang Volcano Observation Post situado no povoado de Salili, que durante os dias 9-16 de setembro fontes de lava ascenderam a 250 metros de altura e fluxos de lava percorreram 2,5 km de distância. Avalanches incandescentes desde as frentes dos fluxos de lava também percorreram distâncias similares por drenagens localizadas nos flancos dos vulcões. A sismicidade foi dominada por terremotos de múltiplas fases e sinais característicos de avalanche, com raros terremotos vulcânicos. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em uma escala que varia entre 1-4). Visitantes e residentes não podem aproximar-se a uma distância menor do que 4 km do edifício vulcânico.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sheveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que durante o mês de setembro a extrusão do domo de lava no flanco norte do vulcão Sheveluch foi acompanhado por atividade fumarólica, incandescência e avalanches quentes. Imagens de satélites detectaram uma anomalia termal diária sobre o domo. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karymsky, Khamchatka, Rússia

O Khamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que a atividade explosiva moderada continuou por todo o mês de setembro no vulcão Karymsky. Imagens de satélites detectaram anomalias em alguns dias durante o período (2, 10, 14 – 18 e 24 de setembro). O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shishaldin, Ilhas Fox, Estados Unidos

O U.S. Geological Survey Alaska Volcano Observatory (AVO) relatou que a sismicidade no vulcão Shishaldin continuou elevada, acima dos valores normais para a região, durante todo o mês de setembro, indicando que atividade eruptiva de pequena intensidade confinada a cratera do cume continua. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cleveland, Arquipélago de Chuginadak, Estados Unidos

O U.S. Geological Survey Alaska Volcano Observatory (AVO) declarou que a atividade de pequena intensidade no cume do vulcão Cleveland continuou por todo o mês de setembro. Temperaturas superficiais fracamente elevadas foram detectadas na região do cume em vários dias no período, e robustas plumas de vapores foram visíveis nos dias 8 e 9 de setembro. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

 

 

 

 

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